Paulo Nascimento | CEO, UFI Filters | General Manager

 

1. Looking back on your career path, what was the most important lesson you learned that still influences how you lead today?

Throughout my professional and personal journey, the main lesson I learned was that I should not differentiate people based on their position, influence, or social standing. Regardless of their position, everyone is an equal human being. This has allowed me to better understand my team members and also to relate better to clients, suppliers, and people in all positions. This is a lesson I carry with me for life. Whether I am talking to a cleaning staff member or the president of an important client, I must respect both equally; both are human beings and deserve respect. I try to convey this message to my team as well, because often some people who do not know me are hesitant to talk to me, and I make it clear that I am a person like anyone else and that I will always be available to talk when needed.

 

2. The business environment has become increasingly complex and unpredictable. In your opinion, what characteristics will be indispensable for leaders who will succeed in the coming years?

In my opinion, the main characteristic for leaders to succeed today is not being afraid to make decisions. Currently, we do not have time to calmly assess all the impacts or risks of important decisions; we have to evaluate the impacts and risks and quickly make decisions. Above all, what is a correct decision today will certainly not always be correct tomorrow. I have learned that many companies are closing because their directors are always doing what was right yesterday, but is no longer right today.

 

3. Much has been said about the transformations changing the business world — technology, Artificial Intelligence, new generations, and shifting expectations. In your view, which of these factors will have the greatest impact on leadership in the coming years, and why?

In my opinion, artificial intelligence is greatly helping today’s leaders because it helps us quickly understand scenarios and impacts before making important decisions. Things like data processing, statistics, and trends are quickly evaluated using AI. However, leaders cannot make decisions using AI for this purpose. These are very useful tools to assist in decision-making, but the final decision must always be made by the leader.

4. Are there any beliefs about leadership that you held early in your career that have completely changed today? What made you change your mind?

Early in my career, I had many leaders, what we would call “old school” today, who believed that a competitive environment within an organization was healthy. However, over time, through many courses and with leaders who were role models for me, I learned that a cooperative environment focused on company values has a much greater impact on results and the company’s atmosphere. I would like to mention the best course I took, which, unfortunately, was created by someone who passed away recently. The course that most marked my career was the APG course from Amana-Key, taught by the late Oscar Motomura. He is no longer with us, but the lessons many learned from him will remain forever.

 

5. Finally, we would like to leave this last question completely open-ended. Is there any topic related to leadership, management, people, or the future of organizations that you consider important and would like to share, but that we have not covered during this conversation?

One point I have always considered before accepting a job at any company, and in how I manage a company, is the company’s values. If we, as leaders, work in companies whose values do not align with our personal values, we certainly will not succeed. And whenever we hire people for our team, the main challenge is identifying whether the candidates have an alignment of values with us and with the company, because knowledge can be taught, but values are rarely changed.

 


 

Versão em português

 

1. Ao olhar para sua trajetória profissional, qual foi o aprendizado mais importante da sua carreira que ainda influencia a forma como você lidera hoje?

Ao longo da minha jornada profissional e pessoal, o principal aprendizado que tive foi que eu não devo diferenciar as pessoas com base em seu cargo, influência ou posição social. Independentemente da posição que ocupam, todos são seres humanos iguais. Isso me permitiu compreender melhor os membros da minha equipe e também me relacionar melhor com clientes, fornecedores e pessoas em todas as posições. Esse é um aprendizado que levo comigo para a vida. Seja ao conversar com uma pessoa da equipe de limpeza ou com o presidente de um cliente importante, devo respeitar ambos igualmente; ambos são seres humanos e merecem respeito. Também procuro transmitir essa mensagem à minha equipe, porque muitas vezes algumas pessoas que não me conhecem ficam receosas de falar comigo, e eu deixo claro que sou uma pessoa como qualquer outra e que estarei sempre disponível para conversar quando necessário.

 

2. O ambiente de negócios tem se tornado cada vez mais complexo e imprevisível. Na sua opinião, quais características serão indispensáveis para os líderes que terão sucesso nos próximos anos?

Na minha opinião, a principal característica para os líderes terem sucesso hoje é não ter medo de tomar decisões. Atualmente, não temos tempo para avaliar calmamente todos os impactos ou riscos de decisões importantes; precisamos avaliar os impactos e riscos e tomar decisões rapidamente. Acima de tudo, o que é uma decisão correta hoje certamente nem sempre será correto amanhã. Aprendi que muitas empresas estão fechando porque seus diretores continuam fazendo o que era certo ontem, mas que já não é mais certo hoje.

 

3. Muito se fala sobre as transformações que estão mudando o mundo dos negócios — tecnologia, Inteligência Artificial, novas gerações e mudanças nas expectativas. Na sua visão, qual desses fatores terá o maior impacto sobre a liderança nos próximos anos e por quê?

Na minha opinião, a inteligência artificial está ajudando muito os líderes atuais, pois nos ajuda a compreender rapidamente cenários e impactos antes de tomar decisões importantes. Aspectos como processamento de dados, estatísticas e tendências são avaliados rapidamente com o uso da IA. No entanto, os líderes não podem tomar decisões usando a IA para essa finalidade. Essas são ferramentas muito úteis para apoiar a tomada de decisão, mas a decisão final deve sempre ser tomada pelo líder.

 

4. Existe alguma crença sobre liderança que você tinha no início da sua carreira e que hoje mudou completamente? O que fez você mudar de opinião?

No início da minha carreira, tive muitos líderes, que hoje chamaríamos de “old school”, que acreditavam que um ambiente competitivo dentro de uma organização era saudável. No entanto, com o tempo, por meio de muitos cursos e convivendo com líderes que foram referências para mim, aprendi que um ambiente cooperativo, focado nos valores da empresa, tem um impacto muito maior nos resultados e no clima organizacional. Gostaria de mencionar o melhor curso que fiz e cujo criador, infelizmente, faleceu recentemente. O curso que mais marcou minha carreira foi o APG, da Amana-Key, ministrado pelo saudoso Oscar Motomura. Ele já não está entre nós, mas os ensinamentos que muitos aprenderam com ele permanecerão para sempre.

 

5. Para finalizar, gostaríamos de deixar esta última pergunta totalmente aberta. Existe algum tema relacionado à liderança, gestão, pessoas ou ao futuro das organizações que você considera importante e que gostaria de compartilhar, mas que não abordamos durante esta conversa?

Um ponto que sempre considerei antes de aceitar um trabalho em qualquer empresa, e também na forma como administro uma empresa, são os valores da organização. Se nós, como líderes, trabalharmos em empresas cujos valores não estejam alinhados aos nossos valores pessoais, certamente não teremos sucesso. E sempre que contratamos pessoas para nossa equipe, o principal desafio é identificar se os candidatos têm alinhamento de valores conosco e com a empresa, porque conhecimento pode ser ensinado, mas valores raramente são mudados.